terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pitanga | Coluna Marina Pedrosa


Linda e natural sensualidade da mulher.

Aquela que acompanha um sorriso.
Dedos que tocam a pele, num doce gesto de delicadeza.
Sensualidade esta que torna o nu algo muito diferente do que aquele condicionado e concebido pelo olhar masculino.
O nu torna-se outro.
A exposição do corpo é simples consequência da exposição da alma.
É ela quem se apresenta ao curioso olhar do visitante.
Sim, é uma visita.
Uma visita à essência, ao sagrado templo de mulher.
Ela não nega sua sexualidade e seus desejos. Não nega o prazer do olhar masculino.
Ele alimenta o ego, é forte e intenso.
Fogo que capta instantes da mulher fêmea, pronta.
Mas a fêmea possui seus mistérios, seus segredos. Seus sonhos.
Constrói seu mundo a partir de suas íntimas fantasias.
E nele há dores, há vida.
Transparências e cores.
Sua carne amadurece, trazendo ao tom de sua pele os suaves movimentos que marcam as curvas do corpo.
Criando seu ritmo próprio. Seu compasso.
Transitando, ágil, por seus mundos de ousadia e medo. Força e silêncio.
Olhe, mas enxergue o que há por trás deste véu.
Toque, mas sinta a história desta carne.
Mergulhe, se entregue a este misterioso universo de água e estrelas.

Marina Pedrosa

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