segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ensaio Pitanga | Coluna Coisa de Mulher | Quando dá aquele click


Quando dá aquele click

Sabe aquele dia em que finalmente presta atenção no que vê? Cabelos descuidados, pêlos em excesso espalhados pelo corpo e aquele jeito meio "desolê " revelando que se a "coisa"  não ficou preta, ficou pelo menos gris.
Estivemos transitando pelo "lado escuro da lua", fomos dar uma volta pelo mundo avernal. Nestas horas tudo pode ser um tormento, tudo fica mais difícil, pois no escuro a gente nada vê e se vemos algo a possibilidade de distorcer é grande!
Pois então, como se fosse uma onda que nos tira da inércia e da cegueira temporária chega este belo dia. Lentes novas disponíveis revelam a imagem nítida do caos registrada pelo corpo, ao ver esta imagem algum encaixe interno se processa e nossas emoções se movimentam, o que ajuda a sair um pouco do torpor que experimentamos. 
Um novo olhar que permite ver pêlos e desalinhos... Cuidado pessoa zero!
A vaidade, que com certeza esta num sono profundo,precisa ser desperta. 
Acorda vaidade! 
As vezes é preciso dizer em voz alta para ser ouvida e ouvir.  Ela é uma da aliada que fortalece nosso papel de mulher, dá um empurrão na nossa vontade e nos leva tomar uma atitude.
Munida de um pouco mais de lucidez e força é possível ir  em busca de  melhorar a imagem que retrata o abandono total! Vai se sentir bela? Pode ser, mas  o que vai acontecer  mesmo é que vai poder ver  a mudança, que veio de dentro, registrada em nosso visual.... Não tem como não ver. Alimento certo para nossas fragilizadas emoções que vão se aquietando.
A  gente então pode  se pegar de volta e deixar que o novo promova as mudanças.
Quem sabe experimentar, ousar um pouco mais!

Por Thanya Jacob


Thanya por Thanya
Sou Thânya Jacob,brasileira,divorciada , psicoterapeuta psicodramatista,apaixonada por ioga,bicicleta e pessoas.
Fiz o curso de Psicologia em Londrina na UEL ,mas foi em Curitiba que dei início a minha carreira profissional e é onde vivo .Fui professora na Belas Artes,dei aula na Sociedade de Psicodrama (hoje APP), onde anteriormente fiz minha formação em Psicodrama Terapêutico( uma abordagem teórica que privilegia o homem em suas relações, atuando seus dramas..)
Tenho uma prática clínica diária, o que me coloca em contato direto com as mais diversas questões relativas à nossa existência. Tenho ainda  longas conversas com amigas, onde alguns momentos se faz magia, e mergulhamos  ”de corpo e alma” nos mistérios e milagres do universo feminino e da humanidade. Desejos,  quase desmedidos, de  compreensão,clareza e  lucidez sobre os mistérios e milagres do feminino.Seus movimentos, seus ciclos que acompanham  mudanças.
Muitas descobertas...
O caminho da existência é um caminho de transformações. ..É preciso manter a flexibilidade, a força, o equilíbrio.A busca do auto conhecimento se faz necessária.
Psicoterapias a parte, minha busca de auto conhecimento e desenvolvimento,  vem de diferentes fontes: a prática de ioga e meditação, pedalando com minha amiga Mariana, onde acontece  “terapia na ciclovia” semanalmente ,um shiatsu prá aliviar as tensões que ninguém é de ferro e algumas doses de homeopatia, que me  ajuda a “manter a saúde” em sua mais ampla definição.
Enfim, são infinitos os recursos que nos levam as descobertas. Ao conhecer  Fernanda Preto, com  seu olhar sedutor e seduzido ,ao captar a imagem em seus ensaios cria um espaço onde a mulher inevitavelmente acaba dando “de cara” com ela mesma, penso que um ensaio sensual  pode ser  uma boa pedida.

Um comentário:

  1. Linda Thanya...
    Obrigada pela sutileza desta simples verdade...
    beijo
    hoje, do lado claro da lua...

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